Sedentarismo e Vigorexia
sexta-feira, 23 de abril de 2010 por admin

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Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que o sedentarismo ainda é um problema sério de saúde. 26 por cento da população brasileira não se dedica a qualquer atividade que melhore a condição física. São pessoas que não têm esforço físico intenso no trabalho; não se deslocam de um lugar para o outro a pé ou de bicicleta, ou realizam atividades pesadas.

Se alguns desses hábitos fossem mudados, cerca de 260 mil mortes por anos poderiam ser evitadas. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como problemas cardiovasculares, cânceres e diabetes.
”O esqueleto é baseado em movimento”, afirma o Médico do Esporte José Marques Neto e lembra que o aparelho músculo esquelético pode se atrofiar se não for utilizado.

Um grupo de funcionários de uma empresa aderiu a um programa para melhorar a qualidade de vida. Para a Prof.ª de Educação Física Ana Paula Cioni, a primeira medida para a transformação é a vontade. “O conceito do programa é melhorar a qualidade de vida”, diz. Com o pedrômetro – contador de passos – na cintura, Sueli Nakasato, assistente de vendas, começou a gastar a sola do sapato. “Eu caminho uns 4, 5 km (…) e verifiquei que eu poderia prosseguir e progredir cada vez mais a quantidade de passos”, ressalta Sueli. De acordo com Ana Paula Cioni, o ideal é dar 10 mil (equivalente a 5 km) passos por dia. “É o número de uma pessoa ativa”, afirma.

Os caminhos para modificar o dia a dia de quem é sedentário estão nas pequenas atividades que devem ser incorporadas na nossa rotina. José Marques Neto informa o período ideal para se movimentar. “Se a pessoa trabalha sentada, levantar, ir ao banheiro, buscar alguma coisa para beber ou comer à cada meia hora, 40 minutos; se vai de carro ao trabalho, procurar um estacionamento mais longe do seu trabalho, não ter medo de andar”, diz o médico que ressalta: “Sempre optar pelas escadas”.

Se o exercício é um dos pilares fundamentais para um estilo de vida saudável, a alimentação não pode ser deixada de lado. Sair do sedentarismo em busca de qualidade de vida significa também escolher alimentos que façam parte desse novo projeto de vida. “Se você está acostumado a comer arroz todo dia, pode trocar esse arroz por um integral porque ele tem mais fibra, tem alguns nutrientes que se perde no refinamento”, alega a nutricionista Daniela Cyrulin. Segundo ela, o interessante é ter uma alimentação mais natural possível.

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As academias também ganharam importância, se multiplicaram e evoluíram para verdadeiros centros de saúde, papel que desempenham atualmente. No entanto, milhões confundem saúde com a busca do corpo perfeito, de acordo com o conceito difundido pela mídia, normalmente alinhado a interesses comerciais, que acabam estabelecendo os padrões de beleza.

Na busca pelo corpo perfeito muita gente extrapola os limites e acaba prejudicando a saúde. Para o psicólogo Niraldo de Oliveira Santos, algumas pessoas, envolvidas com essa busca, não encontram os limites do corpo. “Eu sou um grande incentivador dos exercícios físicos”, afirma o hebiatra Maurício de Souza Lima que também lembra que o exagero pode ser muito prejudicial.

De acordo com o padrão aceito no mundo todo, quem não é atleta profissional e faz mais de seis horas de atividades físicas puxadas em uma semana, se enquadra na categoria dos praticantes excessivos. A prática exagerada pode ser característica da síndrome de Adônis, também chamada de vigorexia. “É um transtorno mental relacionado à imagem corporal”, descreve o Prof. De Educação Física Vladimir Modolo.

Estima-se que 60 por cento dos vigoréxicos tenham entre 15 e 30 anos, embora não exista uma idade mínima nem máxima para o problema aparecer. O diagnóstico da doença é um processo difícil. De acordo com Vladimir Modolo, uma das maneiras de diagnosticar a vigorexia é observar se a pessoa tem substituído atividades sociais e profissionais pela prática esportiva. Ele também costuma alterar de forma drástica a alimentação. “Vai comer uma quantidade exagerada de proteína, fazer uso de suplemento alimentar, vai fazer ainda uso de anabolizantes, de esteróides, de hormônios, para se tornar cada vez mais forte. Coloca por completo sua saúde em risco”, afirma Modolo.

Stress, irritação, angústia, são outros sintomas apresentados pelo vigoréxico. Segundo o psicólogo Niraldo de Oliveira, alguns casos de vigorexia acompanham quadros de depressão e até tentativas de suicídio. De acordo com o hebiatra Maurício de Souza Lima, um levantamento aponta que os EUA têm cerca de 1 milhão de vigoréxicos na população. No Brasil ainda não há nenhum estudo sobre o caso, mas, segundo Lima, cresce o número de adolescentes e adultos com o problema.



Yoga como fonte de saúde encontra mais adeptos
segunda-feira, 19 de abril de 2010 por admin

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Chuvas torrenciais, trânsito caótico, exigências profissionais, correria do dia a dia, são alguns dos muitos fatores que têm aumentado o stress, especialmente nas grandes cidades, em níveis que muitas vezes superam o limite do suportável; a ponto de provocar momentos de inconsciência, como comprovam vários estudos científicos.

Alguns acidentes de trânsito, por exemplo, são resultado dessa inconsciência, que afeta diretamente o poder de concentração das pessoas. A perda da concentração não é a única conseqüência do stress. Há um desequilíbrio generalizado da saúde.

O Psicobiólogo Ricardo Monesi explica que saúde não se resume, apenas, à ausência de doença. Para ele, saudável é “aquele indivíduo que possui um equilíbrio das suas funções fisiológicas, psicológicas, sociais e até espirituais”.

A milenar expressão “Mente sadia em corpo sadio”, volta a ganhar destaque. Monesi defende que o ser humano deve ser visto de maneira holística. “Terapias integrativas são terapias que não vêem apenas o ser humano no seu aspecto fisiológico”, afirma. Para ele, nesse aspecto a prática da Ioga é muito importante, pois ela enxerga o ser humano como um todo.

Não é à toa que o número de praticantes do Yoga tem crescido muito em todo o mundo. Para o médico César Deveza, em nenhuma outra época da História a Ioga se encaixaria tão bem quanto agora. Para Monesi, o Yoga é um estilo de vida. De acordo com ele, o praticante adquire maior paciência e tem um poder maior de resolução de problemas, além de respirar melhor. “Você consegue minimizar coisas que antes dava muita importância”, afirma a jornalista Márcia Gonçalves, praticante.

“A prática do Yoga reduz a liberação de alguns hormônios relacionados ao stress negativo, como por exemplo o cortisol e a adrenalina”, pondera Monesi.

Confira as ações fisiológicas do Yoga no vídeo!

Nos últimos tempos, o Yoga apresentou um crescimento substancial no número de adeptos. Pesquisas apontam que existem quase 20 milhões de praticantes em todo o mundo. No Brasil, estima-se que mais de 5 milhões adotem o Yoga como forma de melhorar a qualidade de vida.
César Deveza afirma que o pensamento de saúde ocidental foca-se no corpo físico. “E a idéia nessas culturas orientais, sobretudo as culturas indianas, é de ver saúde como um complexo”, diz.

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O Yoga pode ser praticado por pessoas de todas as idades, mesmo que tenham alguma limitação física. Segundo o professor de Educação Física Marcos Rojo, a sobrecarga de peso e a ansiedade nas grávidas são atenuados com a prática da Ioga. O psicobiólogo Ricardo Monesi defende a indicação da Ioga para crianças com dificuldade de concentração e hiperatividade. “É bem lúdico, as crianças se divertem”, diz a professora Luciana Perez. “Há técnicas adequadas a qualquer idade”, afirma Deveza.

Essa capacidade de adaptação contribuiu para que o Yoga ganhasse uma nova versão. No meio aquático, a aula de Ioga é feita em piscinas rasas ou fundas. O prazer proporcionado pela água ajuda na realização dos exercícios de Ioga convencional. Facilita a execução das poses, praticadas com o apoio dos pés no chão ou em flutuação, com ajuda de acessórios. As aulas em grupo tornam a dinâmica prazerosa e convidativa. Águas mais mornas induzem ao relaxamento.

Luciana Perez afirma que após os cinco anos de idade, perde-se a capacidade de respirar corretamente. “Se a pessoa não faz canto, ou uma aula de teatro, que utiliza a voz, perde essa respiração”, afirma. “Você alia o bom respirar ao bom funcionamento do seu coração”, diz Monesi.



 
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