Mitos e verdades sobre o sistema imunológico
sexta-feira, 18 de junho de 2010 por admin

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Quando uma pessoa contrai doenças ou infecções com certa frequência, o diagnóstico popular é direto: a imunidade está baixa. Mas afinal, o que é esta tal imunidade? De acordo com a Imunologista Anete Sevciovic Grumah, o sistema imunológico defende o organismo das infecções e tumores. “É um sistema preparado para defender o nosso corpo”, afirma. A nutricionista Patrícia Fan acrescenta: “A gente tem um sistema imunológico em conjunto com todo o nosso organismo”.

Anete Grumah explica que o sistema imunológico se forma nos primeiros anos de vida. Segundo ela, a partir da 28ª semana de gravidez, ocorre uma transferência de anticorpos da mãe para o filho. Depois do nascimento, a criança entra em contacto com vários fatores do ambiente, e a partir de então começa a produzir os próprios anticorpos. Uma criança que não tem todo o desenvolvimento imunológico e entra em contato com algum grupo de crianças, nas creches e berçários, por exemplo, fica mais exposta aos agentes infecciosos.

Sintomas como febre, diarréia, tosse e espirro mostram que o sistema imunológico está reagindo contra algum mal. São inúmeros os tipos de transmissão: Respiratória, Contato direto (Pele), Vetores (mosquitos), Alimentos. Para o infectologista Gustavo Henrique Johanson, há diferentes modos de prevenção para cada grupo de transmissão. “A melhor maneira é a vacinação, no caso de doenças infecciosas que tenham vacina”, afirma o infectologista. Não existe vacina para doenças sexualmente transmissíveis. Usar preservativo é o melhor modo de prevenção. “No caso de doenças respiratórias, evitar levar a mão à boca toda hora”, ressalta Johanson. Lavar bem as mãos é um fator que também ajuda a impedir a entrada de vírus e bactérias em nosso corpo.

Existem alguns mitos que muita gente acredita que influencie na imunidade. Conheça alguns deles:

  • Tomar 1,5 litro de água por dia, para manter as vias respiratórias úmidas e dificultar a passagem de vírus;
  • Evitar tomar gelado;
  • Não tomar leite se estiver resfriado ou com sinusite;
  • Comer cebola e alho;
  • Evitar alimentos gordurosos;
  • Usar fio dental regularmente.

“A vitamina C não tem, absolutamente, nenhum estudo que comprove sua eficácia no sentido de aumentar a imunidade ou prevenção, principalmente de gripes ou resfriados”, afirma o imunologista Gustavo Johanson. Para a nutricionista Patrícia Fan, a vitamina C é um co-fator. “Quando você não a consome em quantidade suficiente, e não só ela, outros nutrientes também, você pode aumentar a chance de contrair uma gripe”, diz. Segundo ela, nas carnes, castanhas, nozes, amêndoas é possível encontrar muitos nutrientes que participam do sistema imunológico.

A alimentação desregrada geralmente é fator que provoca desequilíbrio no sistema imunológico. Todo o excesso acaba sendo eliminado pelo organismo ou acumula sem haver utilização. E este pode ser o perigo. “Os obesos têm marcadores inflamatórios aumentados… o excesso do açúcar, da gordura, pode comprometer o sistema imunológico”, afirma Patrícia.

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Crianças e idosos São os que merecem maiores cuidados, já que apresentam imunidade mais baixa. “As crianças porque ainda têm um sistema imaturo”, afirma Johanson. “Sem dúvida com o envelhecimento há uma mudança do sistema imunológico e uma suscetividade maior”, lembra a Anete Grumah.

A carga genética da pessoa pode determinar se ela é mais suscetível a determinadas doenças infecciosas. “Nem todo mundo que tem contato com a bactéria da tuberculose desenvolve a doença”, afirma Johanson. Algumas infecções podem não apresentar sintomas imediatos. Às vezes, só depois de muitos anos é que há manifestação da moléstia. “É o caso do vírus HIV”, lembra Johanson. “Muitas vezes a pessoa, do momento de contração do vírus até o desenvolvimento da doença, são decorridos dez, doze anos”. Algumas doenças podem até nunca se manifestar. Mas quem está infectado sem saber, pode espalhar a doença para outras pessoas.

A baixa imunidade, geralmente, está associada a uma doença que afeta o sistema imunológico. “Pessoas com câncer, com vírus HIV, diabéticos têm uma imunidade menor”. Para a nutricionista Patrícia Fan, dietas restritivas podem excluir um nutriente importante para a pessoa com baixa imunidade.

Os ambientes úmidos e pouco arejados são propícios para a proliferação de microorganismos; fungos, vírus, bactérias, que são agentes de doenças infecciosas.     



Os segredos e as dificuldades da alimentação infantil
sexta-feira, 4 de junho de 2010 por admin

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“Se você tem uma alimentação com limite, equilibrada, em um ambiente tranqüilo, você não come vendo televisão, não come brigando ou dando bronca; você faz da refeição um momento tranqüilo e você se alimenta adequadamente, é claro que seu filho vai ter essa idéia”, defende a endocrinologista infantil Ângela Spinola Castro, que afirma que as crianças não captam o discurso dos pais, mas seu exemplo.
Alimentação variada, que proporcione os nutrientes básicos para o desenvolvimento infantil, é fundamental para o crescimento das crianças. O leite é um alimento que sempre deve acompanhar o indivíduo. O que varia de acordo com a fase da vida são os alimentos que devem ser ingeridos como complementos nutricionais. E essa transição alimentar é muito importante para aguçar o paladar infantil que, de acordo com a nutricionista Vivian Zollar, é mais adocicado até os seis meses de vida. “Depois do sexto mês, então, inicia-se a primeira refeição de sal, começando pelo almoço e de um a dois meses depois o jantar”, afirma o nutrólogo Fábio Ancona Lopez. De acordo com ele, as carnes e o ovo podem ser introduzidos nesta época.
Uma boa alimentação infantil deverá ter, como prioridade, os alimentos ricos em cálcio, fundamentais na formação, desenvolvimento e manutenção dos ossos. Leite, queijos, suco de laranja, iogurtes, são alguns alimentos ricos em cálcio. Cereais, farinhas e carnes são ótimas fontes de ferro, importante na composição do sangue. Além de ser a principal fonte de ferro, a carne é o único alimento que fornece vitamina B12, que combate a anemia.
Não podem faltar frutas e verduras na alimentação infantil. As crianças, assim como os adultos, também necessitam ingerir muito líquido.
Confira no vídeo os alimentos que devemos evitar!

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De uma forma geral, as crianças entre três e seis anos sabem perfeitamente manifestar o que desejam e o que não desejam comer. Para Vivian Zollar, quanto mais próxima for a relação entre a criança e o alimento, melhor. “Trazer a criança para manusear, para sentir o cheiro, passar a mão, para ver como é a textura”, sugere ela, que utiliza o fantoche para apresentar os alimentos às crianças.
Confira no vídeo a opinião de crianças sobre os alimentos!

Cuidado para não passar a idéia de que o alimento é brincadeira. A comida também não pode ser usada como castigo nem como prêmio para as crianças. Essa inversão de valores, pode provocar um efeito indesejável e perigoso: a obesidade infantil.
Outro perigo dos excessos na infância é o diabetes. “ O diabetes tipo 2, que é o diabetes da pessoa adulta, de cinco anos para cá tem sido diagnosticado em idades cada vez mais precoces e isso está diretamente relacionado à obesidade em algumas crianças”, afirma Ângela Spinola.
Filhos de pais que são obesos têm uma chance muito maior; uma probabilidade enorme de também se tornarem obesas. De acordo com Ângela, a obesidade nas meninas pode desenvolver a puberdade mais precocemente. “E com isso ter perda de estatura”, lembra ela. Segundo ela, é muito ruim para a criança lidar com a dieta. “É preciso ser muito cauteloso na hora de abordar isso. Fala-se do crescimento, do exercício, mas não do peso em si”, afirma.

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Conteúdo exclusivo - Alimentação infantil
sexta-feira, 4 de junho de 2010 por admin

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Se você quiser saber mais sobre alimentação infantil, acompanhe aqui um cardápio saudável para as crianças, além de dicas especiais sobre os alimentos industrializados, os sucos e as papinhas. Confira:

O nutrólogo Fábio Ancona Lopez afirma que o alimento industrializado possui atrativos, mas alguns deles são altamente prejudiciais: “uso de corantes – que é uma causa de alergia frequente em crianças -, o excesso de sal – que facilita a aceitação por parte da criança – e o excesso de gordura. A gente sabe que gordura é o nutriente que confere sabor e cheiro para a comida, então quando tem mais gordura, tem mais sabor, tem um cheiro mais marcado e dependendo do tipo de gordura ele é mais crocante, o que é pior ainda porque é a gordura trans que faz isso e é altamente maléfica para a saúde”.
Para a nutricionista Vivian Zollar, é possível optar pelo suco industrializado, desde que ele seja o mais próximo do natural possível. “Então os sucos como néctar, sucos de polpa. E até é muito importante que os pais estejam atentos a observar o rótulo dos alimentos”, diz. O nutrólogo Fábio Lopez alerta para os cuidados com os sucos que alteram a quantidade de açúcar ingerindo, na fórmula, adoçante artificial. “Não se conhece, ainda, de maneira completa, o efeito que o adoçante artificial pode exercer numa criança que consume a longo prazo”, afirma. Vivian lembra ainda que uma boa alternativa é optar pela água de coco industrializada. “A quantidade de aditivos é mínima”, afirma.
Para Vivian, algumas papinhas do mercado chegam ter 0% de conservantes ou aditivos, mas embora algumas marcas sejam confiáveis ela lembra: “em momento algum elas devem ser um substituto para a papa feita em casa”. Segundo ela, deve-se evitar também temperos industrializados e molhos prontos.

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Receita: Risoto com arroz sete grãos*
*É um arroz um pouco mais nutritivo do que o arroz branco, que nós costumamos consumir. Contém arroz integral, grãos de trigo, grãos de aveia, arroz selvagem; uma série de grãos misturados que torna o arroz com mais vitaminas, mais fibras do que o arroz branco. Ele é cozido somente em água e sal. Junto com o frango – que pode ser cozido, desfiado e misturado ao arroz - vem agregar proteínas e ferro à refeição. Pode ser acrescentado iogurte, um pouco de manteiga, ou um pouco de requeijão, para dar mais umidade ao prato, e está pronta uma refeição rápida que pode ser acompanhada de uma salada, virando uma refeição completa.

cardapiosugerido



Os segredos e as dificuldades da alimentação infantil
sexta-feira, 4 de junho de 2010 por admin

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“Se você tem uma alimentação com limite, equilibrada, em um ambiente tranqüilo, você não come vendo televisão, não come brigando ou dando bronca; você faz da refeição um momento tranqüilo e você se alimenta adequadamente, é claro que seu filho vai ter essa idéia”, defende a endocrinologista infantil Ângela Spinola Castro, que afirma que as crianças não captam o discurso dos pais, mas seu exemplo.
Alimentação variada, que proporcione os nutrientes básicos para o desenvolvimento infantil, é fundamental para o crescimento das crianças. O leite é um alimento que sempre deve acompanhar o indivíduo. O que varia de acordo com a fase da vida são os alimentos que devem ser ingeridos como complementos nutricionais. E essa transição alimentar é muito importante para aguçar o paladar infantil que, de acordo com a nutricionista Vivian Zollar, é mais adocicado até os seis meses de vida. “Depois do sexto mês, então, inicia-se a primeira refeição de sal, começando pelo almoço e de um a dois meses depois o jantar”, afirma o nutrólogo Fábio Ancona Lopez. De acordo com ele, as carnes e o ovo podem ser introduzidos nesta época.
Uma boa alimentação infantil deverá ter, como prioridade, os alimentos ricos em cálcio, fundamentais na formação, desenvolvimento e manutenção dos ossos. Leite, queijos, suco de laranja, iogurtes, são alguns alimentos ricos em cálcio. Cereais, farinhas e carnes são ótimas fontes de ferro, importante na composição do sangue. Além de ser a principal fonte de ferro, a carne é o único alimento que fornece vitamina B12, que combate a anemia.
Não podem faltar frutas e verduras na alimentação infantil. As crianças, assim como os adultos, também necessitam ingerir muito líquido.
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De uma forma geral, as crianças entre três e seis anos sabem perfeitamente manifestar o que desejam e o que não desejam comer. Para Vivian Zollar, quanto mais próxima for a relação entre a criança e o alimento, melhor. “Trazer a criança para manusear, para sentir o cheiro, passar a mão, para ver como é a textura”, sugere ela, que utiliza o fantoche para apresentar os alimentos às crianças.
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Cuidado para não passar a idéia de que o alimento é brincadeira. A comida também não pode ser usada como castigo nem como prêmio para as crianças. Essa inversão de valores, pode provocar um efeito indesejável e perigoso: a obesidade infantil.
Outro perigo dos excessos na infância é o diabetes. “ O diabetes tipo 2, que é o diabetes da pessoa adulta, de cinco anos para cá tem sido diagnosticado em idades cada vez mais precoces e isso está diretamente relacionado à obesidade em algumas crianças”, afirma Ângela Spinola.
Filhos de pais que são obesos têm uma chance muito maior; uma probabilidade enorme de também se tornarem obesas. De acordo com Ângela, a obesidade nas meninas pode desenvolver a puberdade mais precocemente. “E com isso ter perda de estatura”, lembra ela. Segundo ela, é muito ruim para a criança lidar com a dieta. “É preciso ser muito cauteloso na hora de abordar isso. Fala-se do crescimento, do exercício, mas não do peso em si”, afirma.

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